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terça-feira, 13 de setembro de 2011

US Open: Em final espetacular, Nadal se supera a cada ponto mas a noite era, sem dúvida, de Djokovic

por Luciana Leite


Quando abriu uma vantagem de 2 x 0 no primeiro set contra Novak Djokovic, o espanhol Rafael Nadal, número 2 do mundo, já dava todos os sinais de que lutaria como leão contra o número 1. E o público logo percebeu que a partida final do US Open 2011, o último Grand Slam do ano, poderia ser tudo, menos fácil e monótona.

O Arthur Ashe Stadium, em Nova York, estava lotado, milhões de TVs no mundo inteiro acompanhavam a disputa e, no Brasil, nem a premiada novela Cordel Encantado foi suficiente para conter o interesse dos muitos fãs e seguidores do esporte. Ponto pro tênis que hoje já se consolida como segundo mais rentável em marketing esportivo.

Na quadra, durante as 4h10 de jogo, a disputa de pontos foi intensa, emocionante, acirradíssima. As bolas eram trocadas e lançadas com velocidade de até 190km/h e os dois maiores nomes do tênis mundial, dando show de técnica e desempenho, não escondiam o quanto queriam aquele título.

O espanhol levou vários 'banhos' do Nole Djokovic, é verdade, mas se superou e renasceu para a disputa repetidas vezes, com jogadas memoráveis. No entanto, a noite era mesmo de Djoko, que, numa fase incrível de sua carreira, mostrou mais uma vez porque é o maior do mundo do tênis em 2011.

Essa foi a sexta vez em seis confrontos nesta temporada que ele venceu seu rival Rafael Nadal, garantindo o troféu do US Open 2011, o quarto Grand Slam de sua carreira. Além de coroar o ano esplêndido que está tendo (ele venceu 64 de 66 jogos disputados), essa vitória teve um gostinho a mais para Nole, já que, na final do ano passado, ele havia perdido o título para o mesmo espanhol. Nos anos anteriores, Djoko estava sempre correndo atrás do suíço Roger Federer e do próprio Nadal -- os dois que ele desbancou respectivamente na semi-final e na final deste Aberto dos EUA, e a quem também superou para assumir a liderança do ranking da ATP em 2011.

Disputa ponto a ponto
O placar final de 3 sets a 1 para Novak Djokovic sobre Rafael Nadal, com parciais de 6-2, 6-4, 6-7 (3), 6-1, definitivamente não consegue traduzir o espetáculo que foi a final do último Grand Slam do ano. Nadal começou o duelo melhor e quebrou Djokovic logo no segundo game do jogo. Mas o tenista sérvio conseguiu se estabelecer na partida e venceu o primeiro set de virada por 6-2.

No segundo set, Nadal abriu 2 x 0 de novo, mas errou bastante, deixando várias bolas na rede. Quando o espanhol sacava para confirmar a quebra, os dois tenistas jogaram um game equilibradíssimo, até que o sérvio devolveu o breakpoint e empatou a segunda parcial em 2 x 2. Nadal ainda conseguiu alcançar o adversário e empatar em 4 x 4 mas Djoko precisava fazer muito menos esforço para suas bolas andarem muito mais. Sem dar brechas ao espanhol, fechou o segundo set em 6-4 com uma bola simplesmente sensacional.

Rafael Nadal voltou servindo para o terceiro set e parecia estar 'virado no giraia', como mencionaram alguns comentaristas esportivos durante a transmissão no Brasil. Prova disso foi a vitória fácil do primeiro game, que chegou a 40 a 0, e foi coroada com um belíssimo ace. Usando um misto de força, sensibilidade e ótimas bolas no fundo e na rede, Djoko quebrou o saque de Nadal e marcou 2 x 1. Nesse momento, os relógios já marcavam 2h17 de jogo.

Garra era o sobrenome do jovem Rafael que não entregou os pontos, buscava forças sabe Deus onde para se manter firme na disputa, e demonstrou uma recuperação tão sensacional quanto estava a partida até aquele momento. Esforço recompensado. Ele empatou em 6 x 6, levou o set para o tiebreak e venceu lindamente por 7 x 3. Mais de 3h e Djoko vencia por 2 sets a 1.

Por conta de uma forte dor nas costas, o sérvio recebeu atendimento de um fisioterapeuta antes de entrar para o 4o set e, durante os primeiros games, por várias vezes, demonstrava desconforto físico, levando a mão à região dolorida. Na virada de lado, após o primeiro game, o número 1 do mundo pediu a presença do fisioterapeuta de novo. Mãos de fada? Talvez. O que se sabe é que Djokovic voltou pro jogo firme e mais forte, quebrou o saque de Nadal, abriu 3 games a 0 e, não disperdiçou o breakpoint. Fechou o jogo e garantiu com maestria o primeiro título do US Open de sua carreira.

Honrarias à parte, ele também levou, nada mais, nada menos, que cerca de U$ 5 milhões em dinheiro -- sendo U$ 2,3 milhões pelo prêmio principal e o restante em bônus garantidos por contratos com seus patrocinadores. Nada mal!












Nadal fala sobre seu esforço e desempenho frente ao número 1 do mundo

sábado, 10 de setembro de 2011

US Open: Djokovic repete. Salva match points, vira contra Federer e retorna à final

Fonte: sportTV.globo.com 
Por Alexandre Cossenza 
Direto de Nova York 

Quem acompanhou as semifinal do US Open do ano passado, achou que Quando Roger Federer abriu 2 sets a 0 jogando um tênis quase perfeito, era difícil imaginá-lo fora da final do US Open. Do outro lado, porém, estavam Novak Djokovic e sua temporada espetacular. O sérvio cresceu no jogo, parou de errar e aumentou sua lista de feitos espetaculares em 2001. Virou a partida, e depois de salvar dois match points no quinto set, fez 6/7(7), 3/6, 6/3, 6/2 e 7/5 (assista aos pontos decisivos no vídeo ao lado) e avançou à sua segunda final consecutiva no Slam americano.

O resultado é uma repetição da semifinal do US Open do ano passado. Na ocasião, Federer igualmente teve dois match points e acabou sucumbindo no quinto set. O placar deste sábado também devolve a doída derrota para Federer sofrida em Roland Garros, também nas semifinais. Naquela época, Djokovic tinha uma sequência de 43 vitórias no circuito mundial e pintava como grande favorito para vencer o Slam francês.

- Foi uma situação muito parecida com a do ano passado. Ele teve dois match points e eu bati uma direita com toda a força. Se entra, entra. Você aposta. E eu acertei - disse Djokovic sobre o primeiro match point que salvou neste sábado. A decisão será a terceira de Nole em Nova York. Na primeira vez, em 2007, ele saiu derrotado pelo mesmo Federer. Na segunda, em 2010, Rafael Nadal foi seu algoz.

Seu rival agora sairá do jogo entre Andy Murray e Nadal. Caso o espanhol vença, será a sexta decisão entre eles na temporada. Djokovic venceu todas as cinco (Indian Wells, Miami, Madri, Roma e Wimbledon).

Set points perdidos e emoção no tie-break 
O primeiro set começou morno, sem chances de quebra nem games parelhos. Federer sacava bem e agredia mais, sem dar ritmo para o adversário. Nole, por sua vez, se mantinha com o serviço ótimo e não dava chances ao suíço. O set chegou a 6/6 e foi ao game de desempate. No tie-break, Federer foi melhor. Uma linda paralela de esquerda forçou um erro de Djokovic e lhe deu um mini-break (4/2). Uma dupla falta do sérvio deixou o suíço à frente por 5/2, mas o pentacampeão deixou a dianteira escapar. Cometeu uma dupla falta, mas conseguiu abrir 6/3. Nole, contudo, fez os dois saques e encaixou uma direita vencedora para chegar a 6/6. O sérvio ainda salvou um quarto set point, mas cedeu um mini-break e outra chance para Federer vencer a parcial. O suíço, então, encaixou uma paralela de esquerda que Djokovic não conseguiu devolver e finalmente selou a parcial: 7/6(7)

Com a esquerda calibrada, Federer deixou Nole acuado, e o sérvio começou a reclamar consigo mesmo. No terceiro game, finalmente veio a quebra. Uma paralela de esquerda deu dois break points ao suíço. Djokovic se salvou de ambos, mas deu outra chance ao adversário. Federer aproveitou encaixando uma espetacular esquerda cruzada. Nole ainda conseguiu devolver, mas o número 3 matou o ponto com uma paralela de direita.

A vantagem durou até o sexto game, quando o suíço viveu seu pior momento no jogo até então. Errou duas direitas seguidas e cedeu a quebra de volta ao rival, que empatou em 3/3. Nole, no entanto, mal pôde respirar. Federer voltou a sufocá-lo com esquerdas agressivas. Uma paralela lhe deu três break points. Depois, Djokovic jogou uma esquerda para fora e perdeu outra game de serviço. O número 1 não teria outra chance. Sacando bem, Federer manteve a vantagem até fechar o set em 6/3.

Nole voltou mais agressivo para o terceiro set e contou com erros de Federer para quebrar o saque no segundo game e abrir 3/0. Melhor no serviço do que nas parciais anteriores, o número 1 do mundo manteve a vantagem até o nono game, quando sacou em 5/3 para forçar o quarto set. O game ficou em 15/30, e a torcida se animou com a possibilidade de quebra, mas Djokovic jogou três pontos com firmeza e, quando uma esquerda de Federer foi parar longe, comemorou sua sobrevivência na partida (6/3).

Nole foi, aos poucos, adquirindo confiança e passou a executar golpes mais profundos e variar mais seus ataques. Precisando se defender mais, Federer já não conseguia ser tão eficiente. No primeiro game do quarto set, subiu à rede, mas levou um excelente contragolpe de Djokovic e errou o voleio. O ponto deu ao sérvio a primeira quebra da parcial. O número 1 tomou de vez o controle do jogo no quinto game, quando quebrou de novo e abriu 4/1 graças a uma esquerda de Federer que ficou na rede. Nole só precisou confirmar o saque até fazer 6/2.

O quinto set começou com o público fazendo muito barulho, e torcedores dos dois tenistas disputando para ver quem gritava mais alto. Federer conseguiu votar a equilibrar as ações, e a partida foi ganhando tons dramáticos à medida em que os dois confirmavam seus saques. Até que no sétimo game, sacando em 3/4, o número 1 sentiu o momento. Jogou uma direita na rede e ficou atrás em 0/30. Em seguida, cometeu uma dupla falta e jogou uma direita para fora.

Federer abriu 5/3, sacou para o jogo e teve dois match points. O primeiro foi salvo por Djokovic com uma devolução espetacular. No segundo, o suíço cometeu um erro não forçado. Uma direita para fora cedeu um break point, que Federer salvou com um ace. No entanto, uma direita na rede e uma dupla falta cederam a quebra para o número 1.

Djokovic não perderia mais nenhum game depois daquilo. Jogando mais confiante, Nole não errou mais. Federer não conseguiu manter o ritmo e viu o rival fazer um ponto espetacular atrás do outro. O sérvio conseguiu outra quebra no 11º game e sacou para a partida no 12º. Sem vacilar, fechou o jogo e voltou à final do US Open.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

US Open: Federer 'atropela' argentino e avança às quartas de final

por Luciana Leite

O suíço Roger Federer, cinco vezes campeão do US Open, precisou de menos de 1h25 para garantir sua vaga das quartas de final do Grand Slam desse ano. Ele venceu Juan Mónaco, da Argentina, no começo da madrugada desta terça-feira, 6 de setembro, por 3 sets a 0, com parciais de 6-1, 6-2 e 6-0.

Federer foi simplesmente implacável em quadra!
Os comentaristas especializados utilizaram termos como 'atropelou', 'detonou', 'arrasou', 'despachou' e 'massacrou' para descrever a atuação do suíço frente ao argentino. E não foi exagero. Federer dominou o jogo durante todo o tempo. Teve apenas 21 erros não forçados e disparou 42 bolas vencedoras. Impressionou a torcida a cada um dos 14 aces que confirmou -- quatro deles em um único game, que ele venceu em apenas 51 segundos.

Na próxima fase, Federer, que ocupa o 3o lugar do ranking mundial, jogará contra o francês Jo-Wilfried Tsonga (atual número 11, que derrotou ontem o americano Mardy Fish, número 8, por 3 sets a 2).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Federer dá show de bola, mas não de tênis: de futebol!

O craque do tênis e ex número 1 do mundo, Roger Federer, encantou a platéia que foi assisti-lo agora à tarde se preparando para participar da Copa Davis. A diferença é que, ao invés de mãos e braços, o suíço usou os pés, e a bolinha amarela com que está tão acostumado deu lugar a uma maior: de futebol!

Sim, Federer deu um verdadeiro show com a bola no pé, com direito a embaixadinhas e dribles de dar inveja a Ronaldinho e companhia limitada, durante um treino com seu companheiro de seleção, Stanilas Wawrinka.


Foto: EFE
Federer mostrou habilidade com a bola de futebol | Foto: EFE

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Federer é eliminado mas outros favoritos se classificam para semifinais de Wimbledon

Dos quatro primeiros cabeças de chave do Torneio de Wimbledon, que disputaram nesta quarta-feira as quartas de final do Grand Slam londrino, apenas o suíço Roger Federer ficou fora da briga pelo título, ao ser eliminado pelo francês Jo-Wilfried Tsonga.
Nas seminais, Tsonga enfrentará o sérvio Novak Djokovic, enquanto o espanhol Rafael Nadal, número um do mundo, disputará sua vaga na decisão contra o queridinho da torcida britânica, o escocês Andy Murray.
Roger Federer, número três do mundo, fez um ótimo começo de partida ao abrir 2 a 0 nas duas primeiras parciais, por 3-6 e 6-7 (3/7). Porém, Tsonga reagiu e virou o placar por 3 a 2, ao levar os três sets seguintes com um triplo 6-4.
Federer nunca tinha perdido um torneio de Grand Slam após ter vencido os dois primeiros sets da partida.
Este é o segundo ano consecutivo em que Federer, hexacampeão de Wimbledon, cai nas quartas de final na grama londrina. Em 2010, seu carrasco tinha sido o tcheco Tomas Berdych, que perdera na decisão para o espanhol Rafael Nadal.
Com esta vitória, Tsonga, de 26 anos, jogará sua primeira semifinal na grama de Wimbledon, sua terceira num Grand Slam. Em 2008, o francês tinha sido a revelação do Aberto da Austrália, no qual perdeu apenas na decisão contra Novak Djokovic.
O sérvio será justamente o adversário do Tsonga na semifinal, após ter vencido seu duelo contra o australiano Bernard Tomic, nesta quarta-feira por 6-2, 3-6, 6-3 e 7-5.
Tomic, de apenas 18 anos, foi a grande revelação do torneio. Ele conhecia muito bem o o seu adversário do dia, por ser o sparring partner de "Nole" no circuito.
Já espanhol Rafael Nadal, que defende seu título em Wimbledon, precisou de quatro sets para derrotar o americano Mardy Fish (N.10) em quatro sets, por 6-3, 6-3, 5-7 e 6-4. Nas semi-finais, ele enfrentará o escocês Andy Murray (N.4), que teve menos trabalho que os demais classificados do dia, ao eliminar em três sets o espanhol Feliciano López por 6-3, 6-4 e 6-4.

Fonte: Agencia France Press

terça-feira, 28 de junho de 2011

Exame descarta lesão grave em Nadal e espanhol confirma jogo amanhã pelas quartas de final em Wimbledon

Segundo médicos ingleses, o tenista espanhol Rafael Nadal está apto para jogar amanhã pelas quartas de final de Wimbledon contra o norte-americano Mardy Fish.

Bi-campeão do Grand Slam londrino, Nadal machucou o pé esquerdo no primeiro set do jogo em que venceu ontem o argentino Juan Martin del Potro. Durante a partida, ele precisou de atendimento médico duas vezes, mas mesmo assim conseguiu uma grande vitória por 3 sets a 1 (7/6, 3/6, 7/6 e 6/4).

Assim que o jogo terminou, Nadal foi levado para um hospital de Londres para realizar um exame de ressonância magnética, e os resultados não indicaram lesão grave. "No começo, eu pensei que tinha algo sério, senti que tinha quebrado o pé naquele momento, mas com o passar do jogo a dor foi melhorando e felizmente os testes não mostraram nada grave. Vou treinar às 16h30 e eu vou jogar amanhã", disse Nadal, na manhã desta terça-feira, em comunicado oficial distribuido por sua assessoria de imprensa.

Ontem à noite, Nadal declarou que já pensa numa possível final em Wimbledon e que prefere que ela seja contra o suíço Roger Federer. “Você não pode se enganar. Eu prefiro jogar com Federer do que contra (Novak) Djokovic. Em quatro jogos contra Federer, tive três vitórias e uma derrota (no torneio de exibição de Abu Dhabi). Já contra Djokovic, tive quatro derrotas”, lembrou o espanhol. Contudo, logo ele emendou: “Não vou perder para o Djokovic toda vez que jogar contra ele até o fim da minha carreira, da mesma forma que não ganharei sempre do Federer. Depende muito de como eles estiverem”.

Contando com a brilhante vitória no último torneio de Roland Garros, realizado no início dessde mês, Nadal acumula desde 2006 um total de 30 vitórias e apenas duas derrotas em Wimbledon. Ele perdeu para Roger Federer em 2006 e 2007, mas depois bateu o suíço na final de 2008. Por causa de uma lesão, não defendeu o seu título em 2009, mas voltou a ser campeão em 2010. No total, são 10 títulos de Grand Slam, incluindo um Aberto da Austrália e um US Open.